Paper Mario: The Thousand-Year Door [NGC]

Banner capa Salvar a Princesa Peach pela enésima vez é clichê com certeza, mas eu gosto. Este é o jeito Mario de ser e não poderia ser diferente neste best seller chamado Paper Mario: The Thousand-Year Door, desenvolvido para o Game Cube, na parceria Nintendo - Intelligent Systems. O título segue a mesma fórmula vencedora de seus antecessores Mario & Luigi: Superstar Saga (Game Boy Advance) e do primogênito Paper Mario (Nintendo 64) recheado de diálogos engraçados, inimigos desafiadores, labirintos que nos fazem pensar um bocado, itens, golpes e habilidades bem boladas.

01O plano de fundo principal da aventura é a cidade portuária de Rogueport, onde a princesa foi vista pela última vez. Rogueport é um lugar com problemas graves: gangues, trombadinhas e muita sujeira assombram o lugar. Este é o ambiente central do jogo, aonde o encanador vai gradativamente destrancando novos objetivos na medida em que soluciona problemas. A ação propriamente dita começa através de um mapa, enviado por Peach, que revela a Mario o mistério das sete estrelas de cristal (Crystal Stars), que juntas são capazes de abrir uma porta secreta; rota de um tesouro milenar. Os sete artefatos mágicos estão diretamente relacionados com o rapto da Princesa e encontram-se espalhados além da fronteira da cidade, onde o mascote da Nintendo terá que suar muito para consegui-los.
02 Assim como na versão do N64, o ambiente e os personagens são feitos de papel, parecendo aqueles livros infantis que a gente abria e um cenário se levantava dentro dele (misturando 2D com 3D). Os integrantes da trama são todos caprichados e expressivos, Mario, por exemplo, é desenhado ao estilo do hit Super Mario Bros 3, numa arte bem cute. As paisagens variam desde urbanas às florestas tropicais, traçadas ao estilo cartoon repletas de puzzles, inimigos, itens escondidos, passagens secretas e criaturas já conhecidas do mundo do bigodudo. Tudo feito com bastante esmero.
03 O game é um RPG com batalhas não aleatórias, em turnos, que acontecem num palco de teatro assistido por uma platéia que interage com os personagens centrais, tudo muito animado e engraçado. Vários figurões de jogos passados da franquia Mario Bros podem ser encontrados nas cadeiras do teatro, amigos jogam itens, inimigos tentam atrapalhar. O encanador pode usar o pulo, martelo, fogo e muitas outras armas e skills para vencer seus opositores. Quanto melhor for o desempenho do gamer no palco, mais cheio fica o auditório, quanto mais vitórias conseguir, mais level ups ocorrem, o que acarreta em novas habilidades e poderes que certamente serão úteis nos estratégicos confrontos contra chefões de fase. A cada level up é possível evoluir em três características distintas: HP, BP e FP.
04 HP (Heart Points) é a energia vital. Mario pode perdê-la em batalhas ou em perigos da fase. Mario pode recuperar HPs comprando itens no comércio, ao completar um capítulo ou descansando em pousadas.
BP (Badge Points): Badges são acessórios que Mario pode se equipar a fim de executar golpes diferentes ou se defender de diversos tipos de ataques recebidos. Esses itens são ganhos como prêmios ao se completar missões, podem também ser adquiridos em lojas espalhadas pelo mapa ou mesmo serem encontrados no cenário. Para equipar as badges é preciso ter BP. Cada bagde precisa de um certo número de BP.
FP (Flower Points): funciona como MP (Magic Points, ou pontos mágicos). Para usar os FP, é necessário ter alguma badge equipada.
05 Existem também os comandos especiais que se utilizam da força das estrelas de Cristais. Para efetuar estes ataques, combinações no controle do console são necessárias, mas nada muito complicado. Vale ainda citar que há movimentos de defesa e contra-ataques, além de acrobacias que fazem o público delirar e renovar o poder dos cristais.
06 No decorrer da história, aliados se juntam à causa para auxiliar Mario nas batalhas e na resolução de mistérios. É possível usar apenas um aliado por vez e cada um deles tem uma habilidade característica, essencial para o progresso da aventura. Com design cartoon de bom gosto, estes personagens acabam contribuindo bastante com a trama, temperando-a com carisma e humor.
07 E por falar em humor, os desenvolvedores não pouparam esforços em tornar a aventura divertida, há muitas tiradinhas hilariantes, surpresas nostálgicas entre os capítulos e reviravoltas na trama. Não quero estragar a experiência sendo spoiler, mas tem ocasiões em que é possível comandar, além dos parceiros, Bowser e a própria Princesa, que consegue dar umas escapadinhas do cativeiro, enviando emails ao palm top do Mario com informações preciosas (sim Mario não está alheio às novas tecnologias, rs).
08 Desta vez, muito mais do que na versão de N64, a BigN explorou mais a forma papel de seu mascote. Muitas das técnicas adquiridas durante a partida têm a ver com este formato. Pense num Mario dobrável, transformando-se em barquinho, aviãzinho, tubo entre outras coisas a fim de desvendar puzzles e derrotar o “eixo do mal”. Realmente inovador!
09 Paper Mario: The Thousand-Year Door é longo, podendo durar entre 30 a 40 horas de jogatina. Há dezenas de missões secundárias, muita delas bem convidativas, que certamente farão com que o gamer continue a desbravar o universo do jogo, mesmo após ter concluído a história principal. O nível de dificuldade é ótimo, quase arranquei todos os meus cabelos no chefão final e na recompensadora missão opcional dos “100 desafios” (100 andares subterrâneos cheios de inimigos, um mais complicado que o outro).
Como nada é perfeito, o game também apresenta alguns defeitinhos, mas nada de grave. Além de ser preciso voltar a algumas áreas já visitadas inúmeras vezes, também não se pode escapar de enfrentar os mesmos inimigos anteriormente derrotados. Estes fatores podem tornar o RPG um pouco cansativo àqueles menos pacientes. Contudo, nada disso apaga o que esta aventura representa: uma história riquíssima, fluída e capaz de cativar o jogador por meses a fio.
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O áudio cai como uma luva na proposta deste Paper Mario. Alguns personagens têm sua própria trilha, fazendo com que o gamer os reconheça antes mesmo destes aparecerem na tela. As músicas das fases são atraentes e compatíveis com o design de cada level. Os efeitos sonoros acompanham o estilo da franquia, a exemplo do característico, porém divertido, barulhinho de se pisar em cima dos bichos ou o de jogar bolas de fogo. O mascote da Nintendo só fala “oh-yeah” ou “no-no-no”, apresentando-se como um personagem meio que enigmático, mas de bom coração.
Se você curtiu os games anteriores do N64, Game Boy Advance e mesmo o aclamado Mario RPG, não demore em experimentar Paper Mario: The Thousand-Year Door para Game Cube. Pra ser sincero recomendo o título a todos, mesmo àqueles que ainda não provaram as antigas versões. Inovador na forma de batalhas, divertido e com estilo gráfico próprio, o RPG certamente oferece ao usuário uma experiência sem igual. Entre objetivos principais e os bem elaborados objetivos secundários, que não são poucos, o jogo rende em torno de 35 horas de jogatina! Os personagens são de papel, numa mescla entre 2D e 3D, num visual de cair o queixo. Enfim, um grande trabalho desenvolvido pela Nintendo em parceria com a Intelligent Systems.
capa Capa do Jogo
Nota 9,5/10
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About Sandro Vasconcelos

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13 comentários:

  1. Caracas!!! Muito bom esse texto rapá!!! Deu vontade mesmo de jogar alguns jogos do Gamecube..... mas ainda tenho que jogar o Paper Mario do N64!!

    =/

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  2. Muito bom post, paper mario é realmente um jogo que chama muita atenção, jogarei o do GBA e o do N64 assim que tiver tempo. É mais um dos jogos obrigatórios!

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  3. Nunca joguei, apesar de parecer otimo!!
    E a cada dia que passa mais um pecado vem a tona, to fu#$*, haahahah!
    Excelent analise meu caro Sandro ;)

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  4. Paper Mario? Nunca joguei! Ó meu deus pixelizado, ainda tenho salvação?

    Belo post, e já caçando a rom para GBA :P

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  5. Peraí, não tem Paper Mario para GBA! Adriano mentiroso! :P

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  6. @Zolini
    Pra GBA é o Mario & Luigi, a série Paper Mario começou no N64.

    Falando nisso, preciso criar vergonha nessa minha cara barbuda e jogar a versão do N64, uma vez comecei mas nunca fui muito longe.
    Essa do GC parece estar bem bacana também!

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  7. @Todos

    Então gente, o que eu posso dizer é o seguinte: como experiente jogador de Paper Mario (fechei todos) a melhor versão é esta de Game Cube, seguida de perto pelo N64. Mario & Luigi do GBA é massa, mas já fica um degrau abaixo. A versão do Wii é mais fraca de todas.

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  8. Eu tenho esse jogo XD

    É um game muito bom! A exploração segue a linha de jogos no estilo Tomba, cheio de coisas pra se descobrir pelo caminho e puzzles muito legais pra se desvendar utilizando-se as transformações e habiidades do mario de papel, belos gráficos e um sistema de batalha bem legal. Só que depois de algum tempo, o game fica cansativo, por que o sistema de batalha apesar de ser muito criativo, se torna lento demais, e o game também a partir de um momento se torna muito repetitivo.

    De resto é um jogo muito legal, que foi meio banalizado devido ao seu estilo gráfico... INJUSTIÇA dos ditos Next Gen Players que só querem realizmo e sangue!

    Eu dou nota 8.0 pra ele XD

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  9. Rapaz...vo te falar que não conhecia esse aí não...bom saber....

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  10. @Sabat

    8,0 eu acho uma nota um pouco baixa para este game. Na Gamerankings (que faz a média de vários reviews) ele está avaliado em 87,9. A IGN deu 9,1, tirou avaliação "A" na 1UP, 87 na Metacrit, 9,2 na GameSpot, etc. mas tudo bem, opinião é opinião.

    Paper Mario prá mim é um dos melhores que vi no GameCube, perdendo somente para Resident Evil 4 e Zelda Winda Waker.

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  11. @Cosmão, @Sandro

    Ah, agora entendi! Mario & Luigi Superstar Saga já joguei, é um ótimo game! Eu levei muito literalmente a fala do Fara :P

    Agora, para mim é um sonho meio distante jogar Paper Mario de GC, já que a emulação dele ainda não é boa (estou doido pra jogar o Zelda Wind Waker). Mas a versão do N64 com certeza vou jogar :)

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  12. Gosto muito da franquia Mario, mas até hoje ainda não joguei nenhum da sub-série Paper. Uma hora ainda pego algum Paper Mario para conferir.

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  13. @André Breder

    Pegue mesmo, está série é muito legal!

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